2 b or not 2 b, she is not

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Ela n existe é cgi.

Hieronymus Bosch

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Aproveitei estes dias de Carnaval para visitar o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Neste museu podemos ver uma fascinante colecção de escultura, pintura, cerâmica, etc. Entre as muitas obras de arte, podemos encontrar os famosos painéis de S. Vicente e o triptico "As tentações de Santo Antão", uma obra delirante [ver: esq. centro e direita] de 1505 de um dos meus pintores medievais preferidos: Hieronymus Bosch.













Recomendo vivamente este museu pela sua colecção de pintura e arte sacra. Como pontos negativos, tenho de apontar a desorganização da colecção de arte sacra (as figura estão apenas lá, sem textos explicativos que realcem este ou aquele pormenor, que escapa a quem não conhece a sua simbologia), e o facto de as pinturas mais valiosas e raras deste país estarem apenas separadas dos visitantes por uma barreira a 0,5m do chão: qualquer louco as atinge.. comparando com a protecção que existe noutros museus, como o Louvre, Prado ou Ermitage, é absolutamente triste. Já para não falar da exposição ao pó, humidades, etc..

Os números e o que os torna especiais

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Quais são as características especiais dos numeros ?

Fixe

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Uh uh uh lá lá lá ié ié

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Foto: em defesa dos cidadãos, sem discriminações

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Foto de um agente da lei negro a defender um membro do KKK.

Carnaval...

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Bolas...
...o Carnaval já aí está.

...outra vez, enfim

Acho giro que exista uma altura do ano para se poder mascarar e pregar partidas, de divertimento.

.. este ano, como os anteriores, deverei festejar a quadra. Tal não passa por trajar-me a rigor, é mais para sair, escolher um corso, pregar algumas partidas (poucas), ver uns carros alegóricos, tirar umas fotos, e voltar a casa um pouco mais bem disposto.


PS: Espero manter a tradição, que se prolonga desde o secundário, e não levar com um ovo crú na cabeça.

Opensource Karaoke

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O Ultra-star que é uma tentativa de fazer um software de karaoke parecido ao singstar da playstation... Menos uma pirataria que é necessária graças ao opensource. Arrrr! (grito pirata)

O melhor português: Aristides de Sousa Mendes

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Será Aristides de Sousa Mendes o maior português de sempre ? Num tempo de tanta insanidade ele mostrou uma coragem para defender valores humanitários que devia ser premiada, e em vez disso viu-se ostracizado pela sociedade. Eu acho que deve ser o escolhido para vencer os grandes portugueses, apesar de os portugueses n se identifiquem tanto com questões humanitárias, mas mais com descobertas e literatura.

Algumas citações dele:

I will not condone murder, therefore I disobey and continue to disobey Salazar.

My desire is to be with God against man, rather than with man against God.

If thousands of Jews can suffer because of one Catholic [Hitler], then surely it is permitted for one Catholic to suffer for so many Jews.

I could not have acted otherwise, and I therefore accept all that has befallen me with love.

Vive L'Amour

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Venho por este meio convidar os meus colegas blogistas a postarem os seus poemas/definições/crónicas/pensamentos sobre l'amour.
Não se preocupem em fazer previews do postes, porque o amor é mesmo assim, sem previews.
Se amam os postes, postem sem pensar duas vezes, sem pensar uma vez, sem pensar.
Amor é trapézio sem rede... Agoraaaaaaaaaaaa ... SALTEM !

ELOGIO AO AMOR

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade,ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia,são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem,tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides,borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor.
É essa beleza.
É esse perigo.

O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.

Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.

A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.

Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.

Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso in Expresso